Responsabilidade Social
Existem corporações que, infelizmente, ao ouvirem falar em responsabilidade social imaginam ser suficiente colaborar imediatamente com cifras generosas. Há também aquelas que, ao contrário, relutam, desconversam e apontam imediatamente para o " guichê ao lado" .
Nem uma coisa nem outra é saudável ou bem-vinda. Responsabilidade social não é benemerência eventual, nem é o bálsamo que alivia momentaneamente a vida diária do áspero e difícil cotidiano de milhões de brasileiros carentes de cultura, saúde e educação.
Nos últimos anos, a expressão banalizou-se, sendo gasta e surrada pelos mal-entendidos e por aproveitadores. Mesmo assim, a atitude prevalece como reflexo consciente de um novo ambiente e de uma nova cultura empresarial em que as pessoas passam a ser o patrimônio a ser preservado.
Todas as corporações possuem clientes que merecem o melhor e mais digno tratamento, colaboradores que devem ser valorizados e incentivados e fornecedores a serem respeitados.
Milhões de pessoas gravitam em torno de empresas de cultura empreendedora que contribuem significativamente para o desenvolvimento do País através da geração de empregos e aumento de produtividade. Logo, é imperativo que toda a sociedade civil organizada busque constantemente preservar a harmonia entre as esferas dessa vasta bioecologia.
No entanto, num país como o Brasil, em que as desigualdades socioeconômicas resistem e as carências nos espreitam em cada esquina, o sentido de qualquer investimento com calor humano acaba extrapolando os limites da empresa e de seu universo.
A sociedade pede mais. Quem tiver os sentidos ligados para além do business não há como recusar o apelo. Se responsabilidade social é saber olhar, sentir além dos limites de seu trabalho específico, há, por parte de quem está do " lado de cá " do balcão, a obrigação de uma opção conseqüente e de ação continua.
A saúde preserva a vida. A cultura e a educação preservam a identidade. O prazer em ser parceiro de nossa gente e o orgulho de ser brasileiro não diminui e tão pouco interfere na moldura moderna de gestão empresarial. O que vale é o compromisso com a sociedade e a alegria de cultivar nossas raízes.
*Marta Guerra
Gerente de Comunicação Institucional do Grupo BMG

